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Aula 10 - Scanners e Enumeração 🔍

Objetivo

Objetivo: Aprender técnicas e ferramentas de reconhecimento e varredura usadas para mapear a superfície de ataque de um sistema, sempre em ambiente autorizado e controlado.


1. Reconhecimento: Antes de Escanear 🔎

Antes de tocar tecnicamente no alvo, boa parte da informação já pode ser coletada publicamente — isso é chamado de OSINT (Open Source Intelligence).

  • Registros de domínio (whois).
  • Subdomínios expostos.
  • Tecnologias usadas (frameworks, versões de servidor).
  • Vazamentos de dados públicos associados ao domínio.

2. Varredura de Portas com Nmap 🗺️

O Nmap é a ferramenta de varredura de rede mais usada no mundo — permite descobrir hosts ativos, portas abertas e os serviços rodando em cada uma.

$ # Varredura basica de portas em um alvo autorizado (ex: sua propria maquina de laboratorio) $ nmap -sV 192.168.1.10 $ $ PORT STATE SERVICE VERSION $ 22/tcp open ssh OpenSSH 8.9 $ 80/tcp open http nginx 1.24.0 $ 443/tcp open https nginx 1.24.0

Só em ambiente autorizado

Rode o Nmap apenas contra máquinas suas ou de laboratórios de prática (Aula 09) — escanear IPs de terceiros sem autorização pode ser considerado atividade maliciosa, mesmo sem intenção de ataque.


3. O que a Enumeração Revela 📊

graph TD
    A[Varredura de Portas] --> B[Portas Abertas]
    B --> C[Serviços Identificados]
    C --> D[Versões de Software]
    D --> E[Vulnerabilidades Conhecidas para essa Versão]

Cada porta aberta e versão de software identificada é uma pista: se uma versão antiga de um serviço tem uma vulnerabilidade conhecida (CVE) publicada, ela se torna um alvo prioritário na fase de exploração (Aula 11).


4. Enumeração de Aplicações Web 🕸️

Além de portas de rede, aplicações web têm sua própria superfície de enumeração:

  • Diretórios e arquivos ocultos: ferramentas como dirb ou gobuster tentam descobrir caminhos não linkados publicamente.
  • Tecnologias do frontend/backend: extensões de navegador (Wappalyzer) ou cabeçalhos HTTP revelam frameworks usados.
  • Formulários e pontos de entrada: cada campo de input é uma superfície potencial de ataque (veremos em detalhe nas Aulas 12-13).

5. Bases de Vulnerabilidades Conhecidas 📚

Depois de identificar versões específicas de software, consulta-se bases públicas para saber se existem vulnerabilidades já catalogadas:

  • CVE (Common Vulnerabilities and Exposures): identificador padrão de vulnerabilidades conhecidas.
  • NVD (National Vulnerability Database): base de dados oficial dos EUA com detalhes técnicos e severidade.

6. Mini-Projeto: Relatório de Reconhecimento 🚀

Em um ambiente próprio (sua máquina local, uma VM de laboratório ou uma das plataformas legais da Aula 09):

  1. Rode uma varredura de portas com Nmap.
  2. Liste os serviços e versões encontrados.
  3. Para pelo menos 1 serviço identificado, pesquise se existe alguma CVE conhecida para aquela versão específica.
  4. Redija um mini-relatório: "o que foi encontrado" e "por que seria relevante em um pentest real".

7. Exercício de Fixação 🧠

  1. O que é OSINT e por que ele é uma etapa importante antes de qualquer varredura técnica?
  2. Por que a versão exata de um serviço (não só o nome) é importante para um pentester?
  3. O que é um CVE e onde você pode consultá-lo?

Próxima Aula: De vulnerabilidade encontrada a acesso obtido: Exploração Controlada 💥